O pretexto para a tarifa adicional de 12,5% imposta pelo governo de Donald Trump ao Brasil, a existência de trabalho escravo e desmatamento como condições favoráveis à produção agropecuária do país, é claramente absurdo. Não que os problemas inexistam, mas nem de longe têm a dimensão atribuída pelos EUA e, de resto, encontram-se em franco declínio.
Todavia, trata-se de uma arbitrariedade que se sustenta em argumentos que, nas últimas décadas, têm sido proporcionados por sucessivos governos brasileiros que acolheram acriticamente a agenda das ONGs que representam no país o aparato ambientalista-indigenista internacional e a “máfia dos direitos humanos” vinculada às organizações do megaespeculador George Soros, que converteram tais temas em cavalos de batalha de sua campanha permanente contra o desenvolvimento soberano do Brasil e, constantemente, têm se empenhado em responsabilizar o país por eles em numerosos fóruns internacionais.
Por isso, independentemente das idiossincrasias trumpianas, a conta dos 12,5% deve ser atribuída àquelas ONGs e seus representantes no aparelho do Estado.


