A Polícia Federal explodiu 95 embarcações usadas para garimpo no Rio Madeira, em áreas situadas nos municípios de Humaitá e Manicoré (Amazonas) e em Rondônia.
A operação contou com apoio da Força Nacional de Segurança e teve monitoramento aéreo por helicóptero, a pedido da Justiça Federal do Amazonas.
O uso de explosivos gerou nuvens de fumaça negra, assustando moradores, e causou protestos das autoridades locais. Segundo o prefeito de Humaitá, as balsas destruídas estariam ancoradas e fora de operação, e que a ação da PF causou “medo, pânico e terror”, além de possíveis danos à orla do município.
A Câmara de Manicoré informou que a operação coincidiu com o dia do feriado religioso da padroeira da cidade, Nossa Senhora das Dores. Também alega que as explosões geram riscos de desbarrancamento na área do Porto da Matriz, colocando em perigo famílias ribeirinhas.
Poucos dias antes, o Superior Tribunal de Justiça havia negado pedido da Defensoria Pública do Amazonas para impedir o uso de explosivos nessas operações, alegando riscos ambientais e sociais. A Defensoria agora fez novo pedido de reconsideração ao STJ para suspender temporariamente o uso de explosivos, alegando fato novo e alertando para possível “grave crise humanitária na região”.
A Defensoria faz um alerta que operações continuadas como essa podem causar “grave crise humanitária na região” e pede a retomada do diálogo entre União, Estado, municípios e trabalhadores.
Na rede social X, o senador Marcos Rogério (PL-RO) criticou veementemente a ação, pelos efeitos ambientais e sociais causados pelas explosões das balsas que usam combustíveis como o diesel.
O senador Plínio Valério (PSDB-AM) também criticou a ação e disse que as ações espalhafatosas são para serem exibidas para o público internacional da COP30.


