Artigo publicado na Câmara de Energia da África pede aos países do G20 uma reorientação da política energética global a fim de que os combustíveis fósseis africanos (petróleo e gás) sejam usados como base para o desenvolvimento industrial, acesso à energia e redução da pobreza no continente.
A Câmara argumenta que a África possui enorme potencial de produção de petróleo e gás, com projetos em vários países e reservas significativas que podem abastecer tanto mercados domésticos quanto globais.
No artigo, argumentam que políticas ambientais com viés ideológico e restrições de financiamento (como a proibição de empréstimos para combustíveis fósseis por instituições como o Banco Mundial) estão limitando investimentos justamente quando o continente mais precisa deles para crescer.
Nesse sentido, o gás natural é crucial não só como “combustível de transição”, mas como um motor pragmático para eletrificação, desenvolvimento industrial, empregos e energia doméstica confiável, considerando a infraestrutura energética precária desse continente.
A Câmara de Energia da África elogia compromissos de financiamento recentes, como o aporte de US$ 4,5 bi para um projeto de GNL em Moçambique, e pede que o G20 faça do desenvolvimento de combustíveis fósseis uma prioridade de política africana, com financiamento, parcerias e remoção de barreiras ideológicas.
Também afirmam que os países africanos estão preparados para atrair capital e tecnologia por meio de regras fiscais estáveis, rodadas de licenciamento e parcerias estratégicas — mas necessitam de um sistema financeiro global que apoie (e não penalize) esse desenvolvimento.
A manifestação foi endereçada aos líderes do G20, que se reuniram de 23 a 25 de novembro em Joanesburgo, África do Sul. O bloco, que representa as maiores economias do planeta, ganhou destaque nos últimos anos como importante espaço para discussão da agenda econômica internacional.
Acesse o artigo no original em inglês.
Imagem: African Energy Chamber.


