A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, deve deixar o ministério nos próximos meses, para candidatar-se ao Senado por São Paulo, sua base eleitoral há anos (no seu Acre natal, dificilmente, conseguiria eleger-se sequer como vereadora). Seu substituto, ao que tudo indica, deverá ser o secretário-executivo do ministério, João Paulo Capobianco, seu fiel escudeiro há décadas, que ocupou o mesmo cargo na passagem anterior de Marina pelo MMA, entre 2003 e 2008.
Segundo o “Estadão”, um grupo de empresários fez chegar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva o desejo de ver alguém menos radical no ministério, mas Lula mandou dizer que não pretende qualquer mudança no perfil da pasta, ainda mais em ano eleitoral. Logo, Capobianco é a opção natural, seguramente, negociada com Marina.
Capobianco é um biólogo de formação e ambientalista profissional estreitamente vinculado ao aparato ambientalista-indigenista internacional, tendo sido fundador e presidente das ONGs SOS Mata Atlântica e Instituto Socioambiental (ISA).
A sua visão da hegemonia da agenda ambiental em relação à soberania nacional, que Lula tem se empenhado tanto em professar defender, pode ser avaliada por sua declaração de junho de 2008, quando Marina passou o comando do MMA a Carlos Minc. Na ocasião, afirmou: “A Amazônia é do Brasil, em termos. Até a lei brasileira condena uma mãe ou um pai que trate mal o seu filho a perder a guarda sobre ele.”
Em suma, mais um adepto da tese da “soberania limitada” sobre a Amazônia no comando do MMA.


