O climatologista Carlos Nobre é arroz de festa na mídia engajada nas campanhas em torno do catastrofismo climático e entre as entidades promotoras da “descarbonização” da economia mundial, sendo invariavelmente apontado como uma referência mundial nesses assuntos.
Entre os diversos crachás da categoria que ostenta, destacam-se os de membro fundador do Painel Científico para a Amazônia (cuja missão autodeclarada é “tornar-se uma autoridade global, fornecendo ciência e conhecimento de ponta relevantes, para políticas sobre a Amazônia”) e membro dos Guardiões Planetários, grupo de “celebridades” internacionais criado pelo magnata irlandês Richard Branson para propagandear o catastrofismo ambiental.
Agora, ele acaba de acrescentar mais um, ou melhor, autoacrescentar, com a criação do Painel Científico para a Transição Energética Global (SPGET, em inglês), definido como “um organismo de assessoramento permanente a governos, que reunirá entre 50 e 100 cientistas para fornecer evidências científicas e produzir recomendações voltadas a orientar a saída progressiva dos combustíveis fósseis”.
O lançamento ocorreu na 1ª Conferência Internacional para a Transição para Longe dos Combustíveis Fósseis, realizada em abril em Santa Marta, Colômbia, que reuniu representantes de 60 países, como uma espécie de prêmio de consolação pelo fiasco da conferência climática COP30, realizada em Belém (PA), no ano passado.
Sem surpresa, a proposta partiu de Nobre e seu cupincha de tramoias climáticas, o sueco Johan Rockström, presidente do Instituto Potsdam para Pesquisa de Impacto Climático, um dos principais centros propagandísticos do alarmismo climático.
Por ironia, ao mesmo tempo em que Nobre criava o SPGET, um dos seus cavalos de batalha, a esdrúxula tese do “ponto de inflexão” da Floresta Amazônica, segundo a qual o bioma estaria próximo de um empobrecimento ecológico irreversível para um bioma de Cerrado (“savanização”), foi desqualificada por uma pesquisa científica com evidências do mundo real, ao contrário dos modelos matemáticos teóricos usados por ele.
A pesquisa, realizada durante 20 anos na Estação de Pesquisa Tanguro, em Querência (MT), avaliou a capacidade de recuperação da floresta em três áreas, uma das quais foi deixada intacta para controle e as outras duas submetidas a queimadas controladas entre 2004 e 2010. Para surpresa dos pesquisadores, que esperavam comprovar a “savanização” proposta por Nobre e outros arautos do catastrofismo amazônico, a floresta demonstrou uma grande resiliência e capacidade de recuperação. Além disso, descobriram que a biodiversidade no interior da floresta se manteve praticamente intacta.
Ou seja, o verdadeiro “fóssil científico” da história é o Dr. Nobre.
Imagem: Tânia Rego/Agência Brasil.


