A conferência climática COP30, em Belém (PA) apresenta uma “novidade”:um Pavilhão de Ciência Planetária para falar de “fatos, não de ideologia”, como afirma Christiana Figueres, diplomata costarriquenha que dirigiu a Convenção-Quadro das Nações Unidas para Mudanças Climáticas (UNFCCC), organizadora das COPs.
“Não é a primeira vez que estamos olhando para a ciência, claro, mas o pavilhão dos cientistas dá mais visibilidade ao fato de que a ciência precisa estar na base de todas as decisões políticas e diplomáticas”, disse ela em entrevista à “Folha de S. Paulo”.
Durante a COP, o Pavilhão será palco de debates e lançamentos de relatórios científicos, coordenados pelo brasileiro Carlos Nobre e pelo sueco Johan Rockström, não por acaso, dois dos principais trombeteiros do catastrofismo climático em serviço.
Igualmente sem qualquer surpresa, o Pavilhão é patrocinado por várias entidades engajadas na promoção da atividade: Instituto Arapyaú; Planetary Guardians; Instituto Serrapilheira; Painel Científico para a Amazônia; David and Lucile Packard Foundation; e The Rockefeller Foundation.
Como se vê, tudo muito “$ientífico”.


