A conferência COP30 começou oficialmente hoje, mas a Cúpula dos Líderes, realizada em 6-7 de novembro, já sinalizou que o governo brasileiro terá grandes dificuldades para sair dela com os resultados esperados.
A começar pela sua grande iniciativa, o Fundo Florestas Tropicais Para Sempre (TFFF, em inglês), para o qual o presidente Luiz Inácio Lula da Silva depositava grandes expectativas de conseguir pelo menos uma indicação de que conseguiria compromissos firmes com o levantamento dos US$ 10 bilhões pretendidos para a partida (depois de reduzir a pretensão inicial de US 25 bilhões).
Embora o governo e os ambientalistas que o apoiam estejam celebrando os US$ 5,5 bilhões comprometidos até agora, Lula & cia tiveram uma grande decepção com o Reino Unido, que, apesar da presença midiática do príncipe herdeiro William, afirmou que não participará do fundo. A Alemanha de Friedrich Merz também tirou o corpo fora, com diplomatas do país afirmando que a proposta envolve riscos financeiros.
De concreto, até agora, temos:
– Noruega: US$ 3 bilhões (condicionados ao atingimento da meta de US$ 10 bilhões até o fim do ano);
– Brasil e Indonésia: US$ 1 bilhão cada um;
– França: € 500 milhões;
– Holanda: US$ 5 milhões;
– Portugal: US$ 1 milhão;
– Minderoo Foundation (do milionário australiano Andrew Forrest): US$ 10 milhões.
Como o TFFF contempla investimentos, e não doações, tais valores são bem inferiores ao mínimo necessário para que o fundo comece a operar e, principalmente, para captar investimentos privados.
Ou seja, a COP apenas começou, mas parece que dessa mata não sairá coelho.


