O retorno de Donald Trump à Casa Branca representou um golpe contundente na indústria do catastrofismo climático, que tem sido uma peça fundamental da agenda globalista prevalecente nas últimas décadas, privando-a do peso decisivo dos EUA, sem o qual ela estaria condenada ao fracasso.
Como dito em uma coluna anterior (“Trump e sua guerra contra o globalismo”, 02/09/2025), desde os primeiros dias no governo, Trump começou a desregulamentar e a reverter a maioria das diretrizes ambientais e energéticas promovidas por seu antecessor, Joe Biden, estabelecendo uma agenda energética que deixa de lado as tecnologias de geração eólica e solar, retira os incentivos à eletrificação acelerada da frota rodoviária e volta a privilegiar a exploração de carvão mineral e hidrocarbonetos, bem como as fontes nucleares e hidrelétricas, além de uma racionalização das normas ambientais para empreendimentos de infraestrutura e produtivos.
Sob pressão da nova administração, a Agência Internacional de Energia (AIE) abandonou seus prognósticos anteriores sobre um suposto pico da demanda de petróleo em 2030, uma das referências da indústria da “descarbonização” da economia, e já admite, em seu último relatório anual, que o consumo de hidrocarbonetos não deverá se reduzir antes de 2050.
No início deste mês, o governo Trump anunciou a revogação dos padrões federais de economia de combustível para veículos estabelecidos na gestão de Joe Biden para promover a expansão do uso de veículos elétricos. A norma estabelecia que, até 2031, os automóveis e caminhonetes leves produzidos nos EUA deveriam atingir níveis de consumo de combustível de 21 km/l. Com a mudança, a exigência passa a ser de 14,5 km/l, marca já bastante relevante, mas que retira a pressão sobre os fabricantes.
Dias depois, em uma ação de grande simbolismo, a Agência de Proteção Ambiental (EPA, na sigla em inglês) retirou de seu sítio qualquer menção às atividades humanas como causas das mudanças climáticas, atingindo de frente o pilar central da estrutura de crenças e narrativas que sustenta a indústria do catastrofismo ambiental. Corretamente, a explicação para os fenômenos climáticos passou a concentrar-se nas variações dos parâmetros orbitais da Terra, no albedo planetário, nos vulcões, na atividade solar e nas mudanças naturais das concentrações de dióxido de carbono (CO₂) atmosférico.
Em um comunicado, a porta-voz da EPA, Brigit Hirsh, foi categórica: “Esta agência não recebe mais ordens do culto ao clima” (Folha de S. Paulo, 09/12/2025).
Sem surpresa, o culto climático reagiu ferozmente.


