Uma reportagem do “Estado de S. Paulo” de 31 de agosto mostra que a “indústria do clima”, montada sobre as projeções alarmistas sobre o aquecimento do planeta e a sua atribuição às emissões de carbono de origem humana, está ficando cada vez mais sem clima. No caso, os projetos de hidrogênio “verde” parecem estar ficando “sem oxigênio” para avançar, diante do choque com o muro da realidade.
Citando o jornal:
“A indústria que prometia ser uma das grandes soluções para o mundo reduzir as emissões de carbono e ainda gerar bilhões de dólares para o Brasil está em crise antes mesmo de sair do papel. Em todo o mundo, empresas que haviam anunciado projetos de hidrogênio verde passaram a recuar diante dos altos custos de instalação de plantas, da escassez de incentivos públicos e da falta de demanda pelo produto.”
A reportagem cita uma nota oficial da ArcelorMittal, a maior empresa siderúrgica do mundo, que cancelou seus projetos de hidrogênio verde na Alemanha:
“Está cada vez mais documentado que o progresso em todas as frentes da transição energética tem sido mais lento do que o esperado – com o hidrogênio verde ainda não sendo uma fonte de combustível viável.”
Simples assim: custos altos, inviabilidade financeira sem subsídios públicos e falta de demanda por um produto caro e inviável.
Mas o Brasil, que já tem uma Associação Brasileira de Hidrogênio Verde antes mesmo de ter produção comercial, sonha com tornar-se um grande exportador de um produto cuja demanda global se mostra bastante duvidosa. Parte do delírio de tornar-se uma “potência verde”.


