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21 de março de 2025 por Redação

“Make Brasil Small Forever”: é só deixar a Marina “trabalhar”

“Make Brasil Small Forever”: é só deixar a Marina “trabalhar”
21 de março de 2025 por Redação

Em sua política energética, o Brasil segue na contramão não só dos EUA, mas da China, Índia e até Noruega

Valterlucio Campelo

Apesar de toda a histeria de alguns setores da mídia e de governos aderentes à pauta ambientalista, incluindo aí a seita do aquecimento global antropogênico, os principais países emissores de gás carbônico para a atmosfera estão largando e andando para as projeções apocalípticas. Além do passo atrás no ESG – sigla em inglês para “Environmental, Social and Governance” (Ambiental, Social e Governança) de muitas das grandes empresas globais, os alarmistas estão de olhos arregalados com o presidente americano Donald Trump, que praticamente mandou um fuck you para a turma frequentadora das COP’s, cuja trigésima versão será realizada em Belém do Pará em novembro deste ano.

Nesta segunda-feira, 17 de março, Trump anunciou que realizará um forte incentivo ao uso de carvão em usinas termelétricas, sendo ele – o carvão, o principal alvo da investida ambientalista nos EUA. Sem papas na língua, ele sentenciou: “Depois de anos sendo mantidos cativos por extremistas, lunáticos, radicais e bandidos ambientais, permitindo que outros países, particularmente a China, ganhassem uma tremenda vantagem econômica sobre nós ao abrir centenas de usinas termelétricas a carvão, estou autorizando o meu governo a começar a produzir imediatamente energia com o carvão bonito e limpo.”

Sinceramente, não faço a menor ideia do que seja carvão bonito e limpo, mas parece evidente que nos EUA a sua utilização terá que ser acelerada para que o tempo perdido seja recuperado, afinal, em função de legislação ambiental restritiva, dezenas de usinas termelétrica com base em carvão foram fechadas ou estão marcadas para fechamento. Para se ter uma ideia, enquanto a exploração de carvão nos EUA decresceu cerca de 14%, na China aumentou em 1,5% e na Índia 5% apenas no último ano. Em síntese, Trump não quer pagar em menos desenvolvimento, a conta da paranoia ambiental.

Enquanto o presidente americano cuida de “Make America Great Again”, por aqui, neste dia 19/03, a nossa ministra do meio ambiente, Marina Silva avança no “Make Brasil Small Forever”. Em entrevista transmitida por vários veículos, a deputada por São Paulo, atualmente dando expediente no meio ambiente, tascou: “O mapa do caminho para o fim do uso de combustível fóssil é uma necessidade inarredável da humanidade. É o uso de combustível fóssil que faz com que o clima tenha mudado com todos esses problemas que estamos enfrentando e depende, sim, de financiamento público de países ricos e financiamento privado”.

Aí estão duas posições antagônicas. Enquanto o presidente americano chuta a COP e o Acordo de Paris e, assim, tenta se ombrear à China e Índia (que nunca deram bola para essa histeria aquecimentista), o Brasil, escolhido pelas elites globalistas do Fórum Econômico Mundial (a quem a Marina presta contas) para purgar seus pecados, se candidata a líder global do ambientalismo e apresenta um plano nacional de contenção de exploração – Plano Clima, sob a capa de “exploração sustentável”. Se é para ficar bem na foto com os Europeus bonzinhos, nenhum sacrifício é demasiado.

Por falar em ser bonzinho, a Marina Silva, sem coragem para dizer se é contra ou a favor, apenas diz que o IBAMA tomará uma “decisão técnica” em relação à exploração da enorme reserva de petróleo em nossa bacia equatorial, como se algum idiota acreditasse que aquele instituto seja politicamente neutro. Neste ponto, Marina lava as mãos – “se explorar, é uma decisão técnica, não tenho nada a ver”. Engraçado que a Noruega, país que através de alguns tostões anda dando ordens por aqui, aumentou em 13,4% a exploração de seu petróleo na última década e se prepara para a exploração de 417 novos poços offshore nos próximos anos.

Com um retumbante fracasso contratado para Belém, a COP 30 poderá significar, em tempos de insegurança global e contradições insanáveis dentro da bolha ambientalista, um momento de revisão de conceitos, consensos “científicos”, e políticas globalistas. Se o Atlantic Council estiver certo, será hora de tirar as crianças da sala, como diria o velho Boris Casoy.

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