A deputada federal Marina Silva foi condecorada com a Legião de Honra da França pelo ministro das Relações Exteriores desse país, Jean-Noel Barrot. A cerimônia aconteceu na embaixada francesa em Brasília, no dia 01 de julho, quando o chanceler cumpria visita oficial ao Brasil.
Ao homenagear a ex-ministra do Meio Ambiente com uma das mais altas condecorações do Estado francês, criada por Napoleão há mais de 200 anos, Barrot disse que Marina merece a medalha “por sua ação em proteção ao meio ambiente e em prol da justiça social”.
Comentando o acontecimento na rede social X, o ex-ministro da Agricultura Antonio Cabrera afirmou que o enquanto o Brasil se tornou o maior exportador de produtos agrícolas para a União Europeia, concorrente direto da agricultura francesa em soja, milho, carne e açúcar, Marina trabalhou incansavelmente para encarecer, burocratizar e travar a produção nacional. Inclusive usando o termo depreciativo “ogronegócio” para se referir a essa atividade tão importante para economia nacional.
Marina Silva foi ministra do MMA de 2003 a 2008, nos primeiros mandatos do presidente Lula, e de 2023 a março de 2026. Afastou-se do cargo para participar das eleições deste ano, aparecendo em primeiro lugar, segundo pesquisa eleitoral recentemente divulgada, à disputa por uma vaga no Senado por São Paulo, logo à frente da também ex-ministra Simone Tebet.
Em seu lugar no ministério, Marina deixou seu antigo colaborador, João Paulo Ribeiro Capobianco, ex-presidente do ICM-Bio e um dos fundadores do Instituto Socioambiental (ISA). Conforme demonstrado nos livros “Máfia Verde” e “Quem manipula os povos indígenas contra o desenvolvimento do Brasil”, o ISA é historicamente uma das mais ativas ONGs brasileiras e uma das que melhor explicita, dentre as organizações do tipo, os vínculos com a agenda ambientalista do establishment anglo-americano.
Condecorada pela França, rival histórica da agroexportação brasileira, Marina encontrou “alguém à altura” para seu cargo no governo Lula. Para sua sorte e conveniência, concorre por um estado do Sudeste, bem longe da Amazônia.

