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27 de julho de 2026 por Arthur Kowarski

Ministério Público Federal aciona agência reguladora auxiliado pelo Greenpeace

Ministério Público Federal aciona agência reguladora auxiliado pelo Greenpeace
27 de julho de 2026 por Arthur Kowarski

O Ministério Público Federal (MPF) apresentou ação civil pública contra a Agência Nacional de Mineração (ANM) com base em investigação feita a partir do relatório produzido pela ONG Greenpeace Brasil.

O relatório seria o documento “Lavagem de ouro na Amazônia: anatomia de uma fraude”, publicado pela ONG em julho. Segundo o relatório, haveria graves falhas na fiscalização da ANM, com as Permissões de Lavra Garimpeira (PLGs) usadas para dar aparência legal ao ouro extraído ilegalmente da Amazônia, inclusive de Terras Indígenas (TI) e Unidades de Conservação (UC).  

Com base nessas informações, a ação do MPF pede que o Poder Judiciário determine que a ANM crie um grupo de trabalho para elaborar estudos para uma nova regulamentação do regime de PLG, fechando as brechas que permitem a lavagem de ouro ilegal.

Tal medida, que constitui o fato de uma ONG internacional pautar ações do MPF, determinando condutas para órgãos públicos, vai na contramão de medidas apresentadas pelo governo federal neste ano, no sentido de formalizar garimpeiros e suas cooperativas por meio de um cadastro nacional. Dentre as medidas de apoio ao setor, o governo também anunciou a concessão de crédito destinado a equipamentos menos poluentes, como centrífugas e sistemas de concentração, de modo a reduzir o uso do mercúrio.

Enquanto o preço internacional do ouro bate recordes e o contrabando explode, os procuradores federais buscam restringir uma atividade econômica realizada há décadas por moradores locais e migrantes, ao passo que as facções criminosas, que tem meios para contrabandear ouro e chegaram há menos tempo à Amazônia, seguem avançando pela floresta e pelas cidades da região.

Sobre o Greenpeace, não custa lembrar que a ONG foi condenada nos EUA, em 2025, a pagar uma indenização de mais de US$ 300 milhões contra uma empresa de oleodutos, a Energy Transfer, por difamação, assédio, conspiração e invasão de propriedade, durante uma série ações nos anos de 2016 e 2017.

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