O Brasil possui potencial para mais que triplicar a área cultivada com palma de óleo – o dendê – ao longo da próxima década, expandindo dos atuais cerca de 280 mil hectares para aproximadamente 1 milhão de hectares.
Essa expansão ocorreria exclusivamente em áreas já degradadas ou desmatadas da Amazônia, sem necessidade de abertura de novas áreas de floresta, segundo Victor Almeida, presidente da Associação Brasileira de Produtores de Óleo de Palma (Abrapalma).
A expansão do cultivo seria feita em áreas degradadas e desmatadas, sobretudo no Pará, conciliando crescimento econômico com exigências ambientais e de rastreabilidade impostas pelos mercados internacionais. O estado concentra a maior parte da produção nacional de palma e possui infraestrutura, experiência técnica e sistemas de monitoramento considerados referência para a expansão da cultura.
As lavouras de palma seriam matéria prima para biocombustíveis, incluindo o SAF (Susteinable Aviation Fuel), usado na aviação. A palma é considerada uma das matérias-primas mais eficientes para a produção desses combustíveis devido à sua elevada produtividade por hectare.
Além de reduzir a dependência brasileira das importações de óleo de palma, a expansão poderia gerar exportações e empregos, elevando a renda dos agricultores da Amazônia, assim como fortalecer a cadeia nacional de biocombustíveis.
Contudo, o representante do setor afirma que o crescimento dependerá de crédito de longo prazo, financiamento adequado, de políticas regulatórias para o setor que estimulem o crescimento da cadeia produtiva.


