A reunião do Forum Ecomômico Mundial de Davos se apresenta em 2026 com uma mudança em relação aos anos anteriores: o impacto da Inteligência Artificial (IA) tira o espaço antes dado a temas da agenda woke e da “economia verde.
Em entrevista ao portal Politico, Clayton Allen do Eurasia Group disse que é “totalmente razoável concentrar-se nas questões ambientais e de justiça social, mas neste momento o mundo está muito mais preocupado com as espinhosas questões da geopolítica”.
Mike Rubino, ex-funcionário do governo Trump e agora sócio da Forward Global e da Ballard Partners, disse que a mudança de foco é “uma espécie de parte integrante da nova ordem mundial”.
“Essas coisas saíram de moda”, disse ele, apontando para a ascensão e queda da energia nuclear na agenda de Davos e a diminuição da atenção dada à guerra na Ucrânia.
Já Larry Fink, o CEO do mega fundo BlackRock, e hoje um dos líderes do Forum, que a construção de data centers para processar a tecnologia de IA vai levar a problemas no fornecimento de energia, pois esses data centers demandam uma quantidade de energia muito grande que não pode ser suprida por fontes intermitentes, como a energia solar e eólica.
O quadro está dado para uma mudança de paradigmas na política mundial, com impactos na política energética. O início da exploração de petróleo na Margem Equatorial, com impactos significativos na economia da Amazônia, considerando os recursos naturais disponíveis na região.

