Em entrevista à Rádio Bandeirantes, Aldo Rebelo comentou a recente ação das forças militares dos EUA na Venezuela e o apetite mostrado pelo governo Trump em relação a recursos naturais situados fora do território de seu país.
Diante da afirmação de Trump de que seu interesse principal na Venezuela, que levou à captura do presidente Nicolás Maduro, é mesmo o petróleo, Aldo aproveitou a entrevista para salientar a necessidade de se fortalecer a presença militar brasileira na Amazônia. Se a Amazônia é um lençol de petróleo e gás natural, além de bastante rica em terras raras, sofre do vazio demográfico, sobretudo na Amazônia Ocidental (que vai de Manaus até o Acre).
Nesse sentido, Aldo defendeu a instalação de uma segunda esquadra na Amazônia, para proteger o litoral norte, com apoio de uma base de submarinos a ser instalada na mesma região, com a missão de proteger a Foz do Amazonas. Segundo o ex-ministro, apenas a esquadra situada no Rio de Janeiro não tem condições logísticas de prestar defesa imediata à ameaças no litoral norte brasileiro.
Aldo Rebelo defende a recolocação de Fernão de Noronha como base militar, aproveitando sua posição estratégica, assim como a construção de uma base aeroespacial em Roraima (estado que faz fronteira com a Venezuela).
Na linha da questão demográfica, defendeu a participação das populações indígenas nos esforços militares, incluindo o aproveitamento de seus idiomas na comunicação militar, que requer segredo e proteção de códigos, já que são idiomas falados apenas nessas regiões do país, desconhecidos mundo afora.
“Qual foi o pretexto dos americanos para entrar na Venezuela?” perguntou Aldo, já respondendo à sua própria pergunta: “Um deles foi o narcotráfico e este já está presente na Amazônia como ameaça externa na região. Se a Groenlândia é cobiçada (pelos EUA), imagine a Amazônia…”


